Revista Literária CNSA

Um olhar sobre da segunda metade da literatura do século XIX do alunos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

Archive for the category “Olavo Bilac”

Biografia de Olavo Bilac

Aluno (a): Camila Couto de Matos

Série: 2° ano

Turma: “A”

 

Ourives do Parnasianismo

 

Camila Couto de Matos, aluna do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Projeto Ensaio Literário, Realizado pelo professor: André Mourão.

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de dezembro de 1865. Filho do Dr. Braz Bilac e de D. Delfina Bilac.

Leitor apaixonado de Júlio Verne, romancista, responsável pelas primeiras sementes de sua imaginação durante criança. Mais tarde, criou gosto por Shakespeare, Victor Hugo, Camões, Bocage (suas grandes paixões), além de brasileiros, como Gonçalves Dias, Alberto de Oliveira e Machado de Assis.

Aos 18 anos publicou seus primeiros versos na Gazeta Acadêmica, quando ainda cursava medicina. Ainda tentou cursar direito, depois dedicou-se ao jornalismo e a literatura. Teve atuante participação em campanhas cívicas, como a de serviço militar obrigatório e a alfabetização. Assim, escreveu a letra do Hino à Bandeira.

Fundou vários jornais passageiros, como A Cigarra, O Meio e A Rua (em uma seção na Gazeta de Notícias, substituindo Machado de Assis). Também foi oficial da Secretaria do Interior do Estado do Rio de Janeiro, Inspetor Escolar do Distrito Federal, Delegado em Conferências Diplomáticas, secretário do prefeito do Distrito Federal, fundou a Liga de Defesa Nacional e ao lado de Machado de Assis fundou o Grêmio de Letras e Artes, mais tarde conhecido, por Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira de número 15.

Somente em 1888 publica seu primeiro livro Poesias, que se divide em três conjuntos de poemas: Panóplias, Sarças de Fogo e Via Láctea, com uma 2° edição mais três conjuntos são publicados, Alma Inquieta, As Viagens e O Caçador de Esmeraldas. Postumamente em 1919, é publicado o livro de sonetos Tarde, que também é incorporado em Poesias. ”Além disso, publicou livros reunindo artigos, crônicas e conferências; livros dedicados à educação primária, com poesias, contos e teatros”.

Algumas características relevantes de seus poemas são: a quebra da postura impassível, devido seu ufanismo, onde mostra envolvimento emocional patriótico com o Brasil, em seu poema épico O Caçador de Esmeraldas (Fernão Dias, famoso bandeirante procurador de esmeraldas) ou ainda, em seu Hino à Bandeira; Em sua obra Tarde apresenta uma característica diferente das demais, onde há “tendência filosofante e existencial”, escreve durante a velhice, a espera da morte.

Olavo Bilac ficou conhecido como o maior poeta parnasiano, devido a sua popularidade de vida social tulmutuada, mas principalmente por adquirir alta capacidade linguística e “criar versos inesquecíveis”.Ele fundiu o Parnasianismo com a tradição lusitana, dando preferência ás formas fixas do lirismo, especialmente ao soneto,além de abraçar com devoção o culto a forma.

Nas primeiras décadas do século XX, seus sonetos eram decorados e declamados em todo lugar, da Rua do Ouvidor a saraus e salões literários comuns na época. É possível afirmar que o reconhecimento de Bilac deve-se também a circulação de seus sonetos com temas ricos no lirismo amoroso, a familiaridade do autor devido aos diversos jornais dos quais participou, e claro a correspondência aos ideais da sociedade para qual escrevia, “representada pelo brasileiro médio: que lê poucos livros, que muito importa-se  com a vida social nos cafés e teatros da época”, algo apreciado pelo poeta.

 

 

 

 

Características Literárias

 

Aqui vão as características do Parnasianismo, adotadas como princípios que orientam na seleção de temas e modelos literários a serem seguidos:

  • “Opção por uma poesia descritiva; uso de imagens que apresentem de maneira imparcial fenômenos naturais e fatos históricos;
  • Preocupação com a técnica: o metro, o ritmo, a rima, todos os elementos harmonizados em busca da perfeição;
  • Tentativa de manter uma postura impassível diante do objeto do poema, para não cometer o excesso sentimentalista dos românticos;
  • Resgate de temas da Antiguidade clássica (referências à mitologia e a personagens históricas);
  • Defesa da “arte pela arte”: a poesia deveria ser composta como um fim em si mesma;
  • Busca da palavra exata que, muitas vezes, beirava o preciosismo”.

 

Não se deve, porém, confundir Parnasianismo com impassibilidade. A objetividade parnasiana era, por vezes, tocada por um sentimento maior, que acabava por aproximar os poetas parnasianos dos românticos tardios. Veja o que disse, sobre isso, Olavo Bilac: [...] Nenhum dos poetas da nova geração quer fazer do verso um instrumento sem vida; nenhum deles quer transformar a Musa num belo cadáver. O que eles não querem é que a Vênus grega seja coxa e desajeitada e faça caretas em vez de sorrir. [...]”

O forte temático de Olavo Bilac reside no lirismo amoroso, realizado de duas formas principais:

  • O amor espiritualizado, perceptível, sobretudo em Via Láctea, cheio de alegrias e alvoroço de um amor muito puro e bonito;
  • O amor sensual, marcado por erotismo que canta os delírios do prazer amoroso e exalta a beleza do nu feminino, como no famoso poema O Julgamento de Frinéria, a qual, bela e sensual, a se ver quase condenada pelo tribunal que a julga, despe-se do véu que mal oculta sua nudez.”

 

Uma ressalva: seu lirismo amoroso é muitas vezes subjetivo e envolvente, pulsante de sentimento e emoção, o que o faz trair os princípios parnasianos da objetividade e impassibilidade.

Além desses, pode-se, citar alguns assuntos ligados à antiguidade grego-latina, influência do Classicismo; o poema épico do bandeirante e o Hino à Bandeira, que demonstram seu ufanismo; e em seu último livro, Tarde, que mostra uma “tendência filosofante e existencial”, quando lhe resta saudade, paciência, remorso e a morte.

 

Poeta das Estrelas

 

“Colocando-se entre um Parnasianismo mais rigoroso e um Romantismo erotizado, Bilac tornou-se um mestre. Como poeta, soube aproveitar o que essa estética tinha de inovador no trabalho com a forma, sem abrir mão da sensibilidade para identificar as imagens e os temas que respondiam aos anseios de um público até então habituado aos exageros sentimentalistas românticos. Por esse motivo, muitos de seus versos são lembrados até hoje.”

O Príncipe dos Poetas Brasileiros: Olavo Bilac

Por Katianne Ramos da Silva

Filho de Brás Martins dos Guimarães Bilac e de Delfina Belmira dos Guimarães Bilac, Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, ou simplesmente Olavo Bilac, nasceu no dia 16 de dezembro de 1865. Ingressou no Curso de Medicina do Rio de Janeiro com apenas 15 anos, porém não chegou a completar o curso e nem o de advocacia que faria posteriormente. Na verdade Olavo Bilac manifestava o seu fascino pelo poder das palavras. Tornou-se jornalista, crítico, inspetor da Instrução Pública e membro do Conselho Superior do Departamento Federal. Seu primeiro texto publicado foi o soneto “Sesta de Nero” no jornal Gazeta de Notícias e recebeu ótimas críticas. Através dos seus textos ele mostrava a realidade presente de sua época e como nacionalista, a pátria era tema constante de suas obras assim como a mulher. Outra característica era o uso da perfeição, além de demonstrar sua habilidade de versificação e pureza da língua.

    Em oposição ao governo de Floriano Peixoto, foi perseguido e preso, ficando quatro meses detido na Fortaleza da Laje no Rio de Janeiro. A publicação da Obra Poesias em 1888 fez com que ele se consagrasse em um grande poeta brasileiro pertencente da escola Parnasiana Brasileira e em 1907 é eleito Príncipe dos Poetas ao lado de Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, a Tríade Parnasiana. No mesmo ano  luta em prol do serviço militar obrigatório, que para ele era uma forma de combater o analfabetismo. Bilac recebeu o título de professor honorário da Universidade de São Paulo, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Tinha uma atenção especial à literatura infantil. Além dos poemas, produziu crônicas, poesias satíricas e livros escolares.

    Olavo Bilac não constituiu família, seu grande amor foi Amélia de Oliveira irmã do poeta Alberto de Oliveira, chegaram a ficar noivos,mas por causa do outro irmão dela o noivado foi desfeito. O Príncipe dos Poetas morre no dia 28 de dezembro de 1918 no Rio de Janeiro com apenas 53 anos.

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