Revista Literária CNSA

Um olhar sobre da segunda metade da literatura do século XIX do alunos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

A LITERATURA COMO INSTRUMENTO DE MUDANÇA

Por EDUARDO VITAL

 

Não se pode estudar a literatura amazonense dissociada da literatura da região amazônica, como de resto, há de buscar-se relação com a literatura brasileira. Berço de diversos autores renomados, o Amazonas é mostrado de diversas formas em premiadas obras literárias que correm o mundo.

Muitos acreditam que é necessário ler mais para saber mais, assim encaixa-se a frase de Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”. Muitas de suas obras, direcionadas para o público infanto – juvenil, tratam do imaginário, da aventura, de desbravar o desconhecido. Isso fica bem claro em “Reinações de Narizinho” e “Caçadas de Pedrinho”, onde tais personagens conseguem encontrar todo um mundo no quintal de sua casa, sempre com muita imaginação e criatividade.

Outras de suas obras e personagens, tais como “Jeca Tatu”, são de cunho social, de natureza crítica e denunciam questões como o contexto arcaico do universo rural e o descaso com doenças como o amarelão, então sério problema de saúde pública. Jeca é a imagem legado ao abandono pelo Estado, à mercê de enfermidades típicas dos países atrasados, da miséria e do atraso econômico. Condição nada romântica e utópica, como muitos escritores pretendiam moldar o caboclo brasileiro, nesta mesma época.

Monteiro Lobato mostra como atitudes básicas podem mudar a vida de um indivíduo. Ao ser examinado por um médico, Jeca muda seus hábitos, mudando os hábitos muda de vida. Ele se cura, volta a trabalhar, reduz a bebida, sua pequena plantação prospera e o trabalhador se torna um homem honrado pelas outras pessoas. É assim que Monteiro Lobato denuncia a precária situação do trabalhador rural; ele revela que medidas simples poderiam transformar este cenário sombrio. Este personagem se torna o símbolo do brasileiro que vive no campo.

Em nossa região não é tão diferente assim. Vários fatos nos mostram que muitas vezes o povo é jogado          à própria sorte. A questão do saneamento básico e da saúde pública melhorou nos últimos anos, porém milhares ainda não contam com tais serviços, morrendo de doenças que em outros lugares não matam mais.

Entra aí a questão da informação e conhecimento, puxando diretamente a leitura e a literatura. Ao ter conhecimento de sua situação, o indivíduo irá se mobilizar em busca de melhores condições, o que felizmente tem sido muito mais praticado, e resultados positivos surgiram.

Vale lembrar também que o que fazemos hoje estará escrito no futuro, consequentemente, a literatura mostrará a história e estaremos encarregados de contá-la aos nossos filhos e netos.

Por isso quanto mais conhecimento obtivermos, mais sábias serão nossas decisões.

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