Revista Literária CNSA

Um olhar sobre da segunda metade da literatura do século XIX do alunos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

A loucura

Brenda Alencar de Oliveira

A vida imita a arte e, como Ismália, no poema de Alphonsus de Guimaraens nos deparamos com uma realidade semelhante em nossa caótica sociedade manauara, não somente aqui mais em demais localidades a cada dia, levando seus cidadãos à loucura. A “loucura” de Ismália é também comparada a um sonho: “No sonho em que se perdeu”. A ‘loucura’ é assim vista de forma poética, não agressiva, e nem necessariamente negativa: aproximando “loucura” e “sonho’’, o poeta pode estar sugerindo que a loucura é um estado fora do ordinário, do comum da vida, como é o estado do sonho. Sonhamos dormindo, ou mesmo acordados, quando imaginamos alguma coisa ou situação.

Essa loucura social se reveste na corrupção, violência, desemprego, discriminação, intolerância e, sobretudo, na falta de oportunidade para a grande maioria da população.

Neste contexto, falarei um pouco de uma triste história verídica de João (nome fictício), jovem de 19 anos, vindo do Pará com suas duas irmãs para encontrar dias melhores em nossa Manaus. Em pouco tempo, vítima de más companhias, envolveu-se com drogas, sendo por esse motivo expulso de casa por sua família. Com a ajuda do destino foi encaminhado à extinta Secretaria Municipal da Infância e Juventude-Seminf e incluído em um de seus projetos. Foi trabalhar em uma escola estadual, mas, infelizmente em pouco tempo foi acusado de furto de objetos pertencentes à escola, por esse motivo foi retirado do programa onde recebia um salário mínimo. Isso o levou as drogas mais uma vez, fora de casa passou a dormir na rua.

Ele em busca de ajuda procurou uma ajuda no serviço social da referida secretaria. Encontrou uma pessoa na qual falavam de seus segredos, seus sonhos e dificuldades que passava nas ruas de Manaus, teve outra oportunidade de voltar ao projeto. Mas, um secretário tinha o poder na secretaria não quis que ele voltasse e pediu que voltasse na outra semana, aquele dia marcaria profundamente a vida da assistente social. João chegou a sua mesa, mais abatido do que nunca: estava magro e sofrido. Ela conversou com ele e em um derradeiro instante, João solicitou uma passagem de volta ao Pará. Foi mais uma decepção a esmagar todas as suas esperanças. Indignou-se e não quis aguardar até a outra semana. Despediu-se dizendo que ‘’estava tudo bem’’ e partiu. Horas depois a assistente recebeu um telefonema dizendo que João havia se suicidado. Enforcou-se com um punho de rede, jogando todos seus sonhos fora.

Daí, tiramos a conclusão que são essas as contradições da nossa vida, e a loucura é uma conseqüências de atos que permitiram uma energia negativa, uma mágoa, uma perda de algo importante e principalmente a falta do apoio da família, o que é essencial para a formação do indivíduo, sabendo dividir o certo e o errado.

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