Revista Literária CNSA

Um olhar sobre da segunda metade da literatura do século XIX do alunos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

Monteiro Lobato

Por Matheus Acioly Muniz Teixeira

José Renato Monteiro Lobato nasceu em 1882, no interior de São Paulo. Mudou de nome (trocou Renato por Bento) para aproveitar uma bengala herdada do pai, na qual estavam gravadas as iniciais JBML.  Sua paixão pelos livros fez com que, durante os estudos na faculdade de direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, se envolvesse com varias atividades literárias.

Monteiro Lobato começou sua carreira literária por acaso. Tendo vivido no interior, pode observar as dificuldades e os vícios característicos da vida rural. Suas observações dão origem a uma longa carta, enviada para o jornal O estado de São Paulo, em que discute o problema das queimadas, habito freqüente no interior para limpar mais rapidamente a terra para o novo cultivo. A carta funciona como uma denuncia e
logo o editor do jornal insistir para que lobato lhe enviasse mais artigos. Nascia assim, uma carreira de longa colaboração jornalística. A carta foi importante também porque nela o autor cita pela primeira vez o nome da personagem a que ele ficaria associado para sempre, Jeca tatu, caboclo que vivia em São Paulo, encostado nas fazendas de café, esgotando recursos para depois mudar-se e continuar com seus hábitos. Seu aspecto literário mais importante e a sua preocupação em denunciar alguns problemas que marcavam a vida das pessoas do interior, tendo seu foco na região do vale do Paraíba, que entrou em decadência após o deslocamento das culturas de café para o oeste paulista.

Em 1918, fundou a Monteiro Lobato Editora, selo sob o qual publicou Narizinho arrebitado, o primeiro livro das
quase cinco mil pagina que escreveria sobre as aventuras de Pedrinho, Narizinho, Visconde de Sabugosa, Dona Benta e Emilia, personagens inesquecíveis do sitio do Pica-pau amarelo. Com a falência da editora, em 1925, Lobato mudou-se para Nova York e atuou como adido cultural brasileiro. Voltou ao Brasil para criar a Companhia de Petróleo do Brasil, envolvendo-se em uma campanha pela exportação do solo Brasileiro. Sua defesa ardorosa do petróleo nacional fez com que tivesse problemas políticos que acabaram por condená-lo a três meses de prisão, em 1941. Depois foi para Argentina , em 1946, onde morreu, vitima de um espasmo vascular.

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