Revista Literária CNSA

Um olhar sobre da segunda metade da literatura do século XIX do alunos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

Cruz e Souza

Por Mário Roberto Guaranys

O pai do Simbolismo, símbolo de vida

A figura popularmente conhecida como Cruz e Souza, para muitos, é um símbolo de resistência e luta ao racismo para com os afro-descendentes brasileiros, algo que sofreu durante grande parte de sua vida. Entretanto, isso não foi suficiente para fazê-lo desistir, mas sim para torná-lo não só um dos principais literários brasileiros (considerado fundador do simbolismo no Brasil), mas também um destaque na imprensa nacional, sendo este o tópico que você, caro leitor, contemplará nessa dissertação. Depois de muito esforço na infância e juventude, João finalmente conquista seu desejo como poeta ao entrar no “plano jornalista”, em que se relaciona com diversos artistas desse século, a exemplo de Virgílio Várzea (editor de “Julieta dos Santos”-1882, ”Traços Azuis”-1884, ”Rase Castle”-1895), Manoel Santos Lostada (Oficial de Gabinete do Presidente Dr. Gama Rosa,), Juvêncio de Araújo Figueiredo (tipógrafo do jornal liberal “A Regeneração” e autor de “Madrigais”-1888, ”Versos Antigos”-1889 e “No caminho do Destino”-memórias em que se encontram elementos biográficos de Cruz e Souza), Carlos de Faria (autor de poesias bucólicas, é o companheiro de Cruz e Souza no movimento abolicionista pela imprensa), Oscar Rosas Ribeiro (em Desterro, foi amigo e condiscípulo de Cruz e Souza) e José Arthur Boiteux (republicano, positivista e literato historiador), os quais o auxiliam a expressar seus pensamentos e sentimentos através de folhas impressas vendidas a toda a nação. Assim surge “Colombo”, impresso de sete de maio de 1881a 24 de setembro do mesmo ano, fundado e redigido por Virgílio Várzea e o próprio Cruz e Souza. Com isso, o jovem literário passa a inserir certos “itens literários”, como a novela de título “Margarida” e a edição comemorativa sobre o falecido poeta Castro Alves, apesar de a abolição ser o principal tema em foco. Porém tal obra deixa de circular quando Cruz e Souza decide entrar no ramo teatral, o que não o impediu de publicar no jornal “Tribuna Popular”, de José Lopes Júnior, “O Moleque”, que mesmo pequeno, servia como uma importante crítica à Igreja Católica,no que diz respeito à escravidão,o qual era praticamente escrito somente por Cruz e Souza. Forte e revoltoso, ele usava as palavras como sua mais poderosa arma. E observando como mesmo com tantos obstáculos um único homem conseguiu tornar-se um símbolo na história do Brasil é que não devemos deixar de lado o preconceito que muitos dos brasileiros sofrem devido às suas disparidades regionais. E nesse contexto, há a “associação de inferioridade” que muitos dos que vem do Norte sofrem ao ingressar no mercado de trabalho das demais regiões, o que,assim como o artista descrito nos parágrafos anteriores,não os levou ao esquecimento, mas sim a um importante local no jornal (local, regional e nacional) em que podem expressar-se com vigor e glória de um exímio e verdadeiro literário.

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