Revista Literária CNSA

Um olhar sobre da segunda metade da literatura do século XIX do alunos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

Alphonsus Guimaraens

Alfonso Henrique da Costa Guimarães, nascido em 24 de julho de 1870 em Ouro Preto (MG) e morreu em 15 de julho de 1921.

Sua poesia é marcada pela misticidade e pela ligação com a religiosidade católica, seus sonetos apresentam estrutura clássica e exploram o sentido da morte. Outra característica marcante de suas obras é a utilização da espiritualidade em relação à figura feminina que é considerada um anjo, ou um ser celestial e por isso, Alphonsus Guimaraens é considerado neo-romântico e simbolista devido as duas escolas possuírem característica semelhantes.

Tinha como pai, Albino da Costa Guimarães, que era um comerciante português, como mãe Francisca de Paula Guimarães Alvim e era sobrinho do poeta Bernardo de Guimarães.

Cursou engenharia em 1887. Sua vida foi marcada pela morte prematura de sua prima Constança, a qual também era sua noiva.

Em 1891 começou a cursar direito na Faculdade do Largo São Francisco em São Paulo e depois voltou para Minas Gerais, onde se formou em direito na Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais na cidade de Ouro Preto. Ainda em São Paulo, frequentou a Vila Kyrial, onde se reuniam os jovens simbolistas e colaborou na imprensa. Foi juiz substituto e promotor em Conceição do Serro também em Minas Gerais e em 1897 casou-se com Zenaide de Oliveira.

Em 1900 torna-se jornalista no jornal “A Gazeta” de São Paulo. Após recusar um alto posto no mesmo jornal, foi nomeado para a direção do jornal político “Conceição do Serro”. Em 1902 publicou a obra “Kyriale” sob o pseudônimo de Alphonsus Guimaraens, a qual lhe projetou no mundo literário e lhe deu algum reconhecimento ainda que pequeno. Em 1906 torna-se juiz municipal de Mariana.

Ficou conhecido como “ O Solitário de Mariana” devido o tempo em que viveu em Mariana apesar de ter vivido com sua mulher Zenaide e seus quinze filhos que teve com ela dos quais dois se tornaram escritores também, pois esteve em estado de isolamento completo, dedicano-se apenas a atividade de juiz e e à elaboração de suas obras poéticas até a sua morte.

Dentre as suas obras, as pricipais foram: “Setenário das Dores de Nossa Senhora, Câmara Ardente, Dona Mística, Kyriale, Mendigos e Ismália”

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