Revista Literária CNSA

Um olhar sobre da segunda metade da literatura do século XIX do alunos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

Augusto dos Anjos

Por: Adryelle Farias

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no engenho Pau d’Arco, em Paraíba, em 20 de abril de 1884 e faleceu em Leopoldina, em 12 de novembro de 1914. Em 1903 ele começou a sua Faculdade, cursando Direito em Recife, porém, obteve por não advogar, pois o que ele realmente gostava era de ensinar a língua portuguesa, mas concluiu o seu curso de Direito em 1907.  Em 1908, Augusto começou a dar aulas particulares e casou-se com Ester Fialho.

Era filho de filho de Alexandre Rodrigues dos Anjos e D. Córdula de Carvalho Rodrigues dos Anjos, eles eram donos de engenhos e o seu pai era bacharel, e foi quem o ensinou a falar, desde as primeiras letras. Com o passar do tempo, a saúde de Augusto acabou se tornando uma saúde frágil, e o seu sistema nervoso chegou a ficar enfraquecido. Em 1905, o pai de Augusto, Alexandre dos Anjos acaba falecendo, mas publica os seus primeiros sonetos que constariam no seu livro Eu, assim causando algumas polêmicas. Após ter se transferido para a capital de Paraíba em 1908, colaborou no jornal Nonevar e na revista Terra Natal e foi nomeado professor do Liceu Paraibano. Em 1909, ele pronuncia um discurso durante as comemorações do dia 13 de maio, surpreendendo todos os que estavam lhe assistindo, pois o seu vocabulário era completamente difícil de entender.

Com o tempo, a sua família acaba vendendo o Engenho Pau d’Arco, e Augusto acaba não conseguindo se formar, assim demitiu-se do Liceu Paraibano e se mudou com a sua mulher Ester Fialho para o Rio de Janeiro. Em 1911, Augusto é nomeado professor de Geografia, Coreografia e Cosmografia no Ginásio Nacional e Ester, grávida de seis meses acaba perdendo o seu primeiro filho. Colaborou no jornal O Estado e chegou a conseguir dar as suas aulas em Escolas. Augusto e o seu irmão corriam com as despesas da impressão dos seus poemas do Livro Eu, no qual foi acolhido através de certa crítica, que se diferenciavam em entusiasmo e rejeição.

A Obra Eu representa o parnasianismo e o simbolismo e é destacado literalmente por o “eu” ser o que mais fazia parte do seu pensamento, tendo a angústia, o egoísmo e até mesmo a sua opinião sobre o que ele achava do amor. 

Em 1914 ele publica a obra o “Lamento das Coisas”, e é nomeado o diretor do Grupo Escolar de Leopoldina, onde se transfere. Augusto acaba falecendo em 12 de novembro, vítima de pneumonia.

Augusto dos Anjos acabou se tornando um dos poetas mais lidos do país, por ter sobrevivido às mudanças da cultura e ao seu modo de falar que era algo inaceitável da população.

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2 opiniões sobre “Augusto dos Anjos

  1. Victor Magnani em disse:

    Augusto dos Anjos , coloca em seus poemas as palavras mais repugnantes que se possa imaginar , em uma época que ser diferente era inaceitável , mas hoje em dia é possível ver a inteligência e a cultura presente em cada linha escrita por ele, o que o tornou um dos poetas mais lidos da literatura brasileira.

  2. Tayline Monteiro em disse:

    Augusto dos Anjos foi um dois maiores poetas já conhecidos, considerado um pré-moderno pela sua linguagem, foi alvo de grandes criticas por estar a frente de seu tempo,desde seu nascimento ate a sua morte ocorreram vários fatos históricos que marcaram na época, desde a abolição da escravatura até a presidência de Venceslau.
    conhecido como o poeta dos mortos

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