Revista Literária CNSA

Um olhar sobre da segunda metade da literatura do século XIX do alunos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

Clara dos Anjos de Lima Barreto

O romance Claro dos Anjos é uma denuncia áspera do preconceito racial e social, vivenciado por uma jovem mulher do subúrbio carioca.

O grande historiador e critico literário Sergio Buarque de Holanda, já apontava, escrevendo sobre Clara dos Anjos, que é muito difícil “escrever sobre os livros de Lima Barreto sem incorrer um pouco no pecado do biografismo”. Poucos escritores brasileiros foram tão obsessivos na investigação da temática do preconceito quanto Lima Barreto. A questão do preconceito contra a mestiçagem, já denunciada na obra de Aluísio de Azevedo, será fundamental no pensamento nacional entre a implantação do Naturalismo e a do Modernismo, em 1922, ano da morte de Lima Barreto.

O autor de Clara dos Anjos seria o escritor que mais sentiria na pele o preconceito e o retrataria com tintas mais ácidas na nossa literatura. É ainda Sergio Buarque de Holanda que melhor resume como essa temática se apresenta em Clara dos Anjos.

Clara dos Anjos é um livro póstumo de escritor brasileiro Lima Barreto, pertencente ao pré-modernismo brasileiro. Concluído em 1922, ano da morte do autor, foi publicado em 1948.

A história é contada no subúrbio do Rio de Janeiro, Clara dos Anjos, filha do carteiro Joaquim dos Anjos, é uma mulata muito bem educada por bons valores ao lado de sua família, mas um dia se apaixona pelo malandro Cassi Jones, um jovem ignorante. Devido a suas varias aventuras, o pai de Cassi não fala mais com ele, por causa de seus abusos ás várias donzelas e fins de vários casamentos. A mãe de uma das vítimas se suicidou, e o marido que ela arranjou distribuiu um dossiê sobre Cassi por toda a cidade.

Clara engravida e Cassi Jones desaparece. Convencida pela vizinha, dona Margarida, que procurara na tentativa de conseguir um empréstimo e fazer um aborto, ela confessa o que esta acontecendo à sua mãe . Na qual é levada a procurar a família de Cassi e pedir “reparação do dano”. A mãe do rapaz humilha Clara, mostrando-se profundamente ofendida porque uma negra quer se casar com seu filho. Clara “agora que tinha a noção exata da sua situação na sociedade.

Fora preciso ser ofendida irremediavelmente nos seus melindres de solteira, ouvir os desaforos da mãe do seu algoz, para se convencer de que ela não era uma moça como as outras; era muito menos no conceito de todos.

E hoje em dia não ocorre muito diferente também não, pode ter passado o tempo que for, mas em algumas pessoas ainda prevalece muito a questão do preconceito de cor e classes sociais, como veio falar a mãe de Cassi Jones, a única diferença é que hoje em dia a justiça já pode ser tomadas providencias necessárias para esses tipos de casos de preconceitos, por isso que já é mas controlados. Mas naquela época não, havia sim muitos preconceitos e principalmente para com quem eram mulatos.

Geralmente esses tipos de preconceitos já acontece desde do inicio ate mesmo de uma criação, acontece muito no meio de crianças, influencias dos adultos, que em vez de mostrar valores bons para seus filhos, os ensinos ate mesmo a não fica perto de algumas crianças que não são de classes sociais ao seu nível ao seu padrão de classe, e ate mesmo com crianças de cores diferentes(no caso mulatas).E isso vai se criando e crescendo em uma pessoa, pois é desde pequenos que se forma os maiores valores.

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