Revista Literária CNSA

Um olhar sobre da segunda metade da literatura do século XIX do alunos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

Machado de Assis

Por Adriane Cristiane Costa e Silva; Série: 2 ano A

Seu nome completo era Joaquim Maria Machado de Assis, nasceu em 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro, morreu em 1908. Foi batizado na mesma igreja em que os pais casaram. De pai descendente de escravo, pintor de paredes e mãe, portuguesa de Açores, esta faleceu quando Machado tinha apenas 10 anos. Sua única irmã morreu vítima de sarampo com sete anos de idade. Não teve educação formal então para ajudar a família, começou a trabalhar vendendo balas e doces. O escritor era fluente em francês, língua que aprendeu com um padeiro. O alemão e o inglês Machado aprendeu estudando sozinho. Machado de Assis tinha epilepsia e era gago.

Aos 17 anos, passou a trabalhar na Tipografia Nacional. O primeiro conto publicado em uma revista saiu em 1858, quando tinha 19 anos, chamava-se Três Tesouros Perdidos e foi publicado em uma revista literária chamada Marmota Fluminense. O primeiro livro publicado por Machado de Assis foi Crisálidas, de poemas quando ele tinha 35 anos. No ano seguinte publicou seu primeiro livro de contos – cujo título era Contos Fluminenses. Carolina Machado, a esposa do escritor, era quatro anos mais velha que ele. O casamento só terminou depois de 35 anos, com a morte de Carolina. Ao longo de sua carreira, Machado de Assis usou 21 pseudônimos.

Sua obra tendia, no início para o Romantismo (como no caso de Helena). Mais tarde, ele abraçou o Realismo (como em Dom Casmurro). Os principais romances de Machado de Assis são: Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Helena, Quincas Borba, Esaú e Jacó, Memorial de Aires, Iaiá Garcia e A Mão e a Luva. A complexidade da obra de Machado de Assis se reflete na caracterização psicológica de suas personagens e no retrato, a expressão das sutilezas humanas é a chave de sua originalidade do trabalho.

O jogo predileto de Machado de Assis era o xadrez. A Academia Brasileira de Letras teve Machado de Assis como um de seus fundadores. Ao invés de ocupar a cadeira número 1, ele ficou com a 23. O patrono da cadeira número 1 foi o escritor cearense José de Alencar. Apesar de ser conhecido apenas como romancista e cronista, Machado era poeta e dramaturgo, chegando a escrever nove peças de teatro entre 1860 e 1906. No total, ele escreveu sete livros de contos, cinco de poesia, nove de teatro e nove romances. Em 1878, o escritor foi obrigado a passar uma temporada na cidade de Nova Friburgo para se tratar de uma infecção nos olhos.

Segundo alguns biógrafos, suas últimas palavras antes de morrer foram: “A vida é boa”. O discurso na cerimônia fúnebre de Machado de Assis foi feito por Rui Barbosa. Machado foi sepultado no cemitério São João Batista em 1908, mas seus restos mortais foram transferidos para a sede da Academia Brasileira de Letras em 1999.

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2 opiniões sobre “Machado de Assis

  1. Victor Magnani em disse:

    Analisando a biografia de Machado de Assis , é possível ver que ele teve grande força de vontade e isso o tornou um ótimo escritor , nasceu pobre, sofreu várias tragédias na infância, mas não se abalou, correu atrás do aprendizado ao mesmo tempo que trabalhava vendendo doces na rua para se sustentar. Grande escritor e grande exemplo de vida.

  2. Thiago Freitas em disse:

    Macho de Assis foi um escritor brasileiro dos mas condecorados da literatura nacional tanto como poeta, romancista, cronista e dramaturgo como critico literário considera para muito um gênio ao lado de Dante, Shakespeare e Camões.

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