Revista Literária CNSA

Um olhar sobre da segunda metade da literatura do século XIX do alunos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

Arquivo para a categoria “2o ano B”

Anne Caroline Lima Bandeira

2o ano B

Aphonsus Guimaraens, nome pseudônimo de Afonso Henrique da Costa Guimarães nasceu no dia 24 de julho de 1870 em Ouro Preto atual estado de Minas Gerais, filho de Albino da Costa Guimarães e de Francisca de Paula Guimarães.

Fez engenharia em 1887 e que, nesse tempo se apaixonou por sua prima e noiva Constança que morreu prematuramente e abalou fisicamente e psicologicamente o poeta e escritor brasileiro. Viajou para São Paulo onde ele começou na da Faculdade do Largo São Francisco cursar a matéria de direito concluindo o curso em 1894. Exercendo o cargo de direito como juiz substituto. Em São Paulo, colaborou na imprensa e freqüentou a Vila Kyrial, de José de Freitas Vale,

Aphonsus grande admirador de Cruz de Souza, viajou em 1895 para o Rio de Janeiro para se contrar como o mesmo.  No ano de 1897, casa-se com Zenaide de Oliveira.No ano de 1899, estreou na literatura com dois livros de versos: Septenário das dores de Nossa Senhora e Câmara Ardente, e Dona Mística; ambos de grande evidencia na inspiração simbolista.

Em 1900 começou a trabahar no jornal A Gazeta, Em 1902 publicou Kyriale, sob o pseudônimo de Alphonsus de Guimaraens; em que foi reconhecido pelos seus feitos. Em 1903 Guimarães foi demitido do seu emprego como juiz substituto. Alphonsus foi promovido para a direção do jornal político Conceição do Serro, onde também ajudaria seu irmão o poeta Archangelus de Guimaraens , Cruz e Souza e José Severino de Resende Em 1906, virou Juiz Municipal de Mariana-MG, para onde se mudou com sua esposa Zenaide de Oliveira teve 15 filhos.’

Parte da sua obra, pouco lida, foi publicada postumamente. “Septenário das Dores de Nossa Senhora”, “Câmara Ardente” e “Dona Mística” (1899), “Kyriale” (1902), “Pauvre Lyre” (1921), “Pastoral dos Crentes do Amor e da Morte” (1923), “Poesias” (1938).

“A poesia de Alphonsus de Guimaraens é marcadamente mística e envolvida com religiosidade católica. Seus sonetosapresentam uma estrutura clássica, e são profundamente religiosos e sensíveis na medida em que ele explora o sentido damorte, do amor impossível, da solidão e da inaptação ao mundo.” – Wikipédia

Alphonsus de Guimaraens foi essencialmente, um poeta místico de obra profundamente embasada na espiritualidade humana. A religiosidade que pautava vários autores de sua época, surgia em versos simples, pausados e intimistas de sua obra, porém, sempre sublimes e musicais. Em toda sua trajetória literária, é translúcido o sofrimento que pontuava sua existência, por vezes soava até mesmo como uma convenção poética. Mas sabe-se que nem o casamento, nem a vida pacata em Mariana, atenuava o sofrimento perene dado pela ausência de Constança.

Alphonsus de Guimaraens inseriu em suas poesias um certo tom mórbido e misterioso, onde a morte da mulher amada é um fator intimamente presente em suas estrofes. Pode-se encontrar com facilidade referências as cores roxa e negra, ao corpo morto, ao esquife etc. Essas características foram herdadas dos ultra-românticos. Ainda quando compõe sobre a natureza, a arte e a religião, Alphonsus freqüentemente insere citações mortuárias.

Datas importantes para o poeta:

NASCIMENTO/MORTE

1870 – Ouro Preto MG – 24 de julho 1921 – Mariana MG – 15 de julho

LOCAIS DE VIDA/VIAGENS

1890/1893 – São Paulo SP

1893/1895 – Ouro Preto MG

1895 – Rio de Janeiro RJ – Viagem

1895/1906 – Conceição do Serro MG

1906/1921 – Mariana MG

1915 – Belo Horizonte MG – Viagem

VIDA FAMILIAR

Filiação: Albino da Costa Guimarães, comerciante português, e Francisca de Paula Guimarães Alvim, sobrinha do poeta Bernardo Guimarães

Irmão do poeta Archangelus de Guimarães

1888 – Ouro Preto MG – Morte da noiva Constança, filha do poeta Bernardo Guimarães, fato que marca profundamente sua obra

1897 – Conceição do Serro MG – Casamento com Zenaide. Quatorze filhos, dos quais dois escritores: João Alphonsus e Alphonsus de Guimaraens Filho

1908 – Mariana MG – Morte do pai

1910 – Mariana MG – Morte da mãe

FORMAÇÃO

1887 – Ouro Preto MG – Curso complementar da Escola de Minas

1891/1892 – São Paulo SP – Curso de Direito

1893/1894 – Ouro Preto MG – Bacharel em Direito na Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais

1895 – São Paulo SP – Grau em Ciências Sociais

CONTATOS/INFLUÊNCIAS

1893c. – São Paulo – Convivência com Alberto Ramos, Augusto de Viana do Castelo e José Severiano de Resende, na Vila Kirial, residência do poeta Jacques d´Avray (José de Freitas Vale)

1905 – Belo Horizonte MG – Contato com os simbolistas da nova geração mineira: Álvaro Viana, Edgar Mata, Eduardo Cerqueira

1919 – Mariana MG – Visita de Mário de Andrade

ATIVIDADES LITERÁRIAS/CULTURAIS

1891/1906 – São Paulo SP – Colaborador nos jornais Diário Mercantil, Comércio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S. Paulo e A Gazeta

1902 – Porto (Portugal) – Publicação de Kiriale, sob pseudônimo de Alphonsus de Vimaraens

1903/1904 – Conceição do Serro MG – Diretor, redator e cronista do jornal político O Conceição do Serro

1906 – Mariana MG – Colaborador em O Germinal e Diário de Minas

1920 – Ouro Preto MG – Publicação de Mendigos, livro de crônicas

OUTRAS ATIVIDADES

1895/1906 – Conceição do Serro MG – Promotor de Justiça

1906 – Mariana MG – Juiz municipal

HOMENAGENS/TÍTULOS/PRÊMIOS

1909 – Juiz de Fora MG – Eleito membro da Academia Mineira de Letras, cadeira no. 3, patrono Aureliano Lessa 1915 – Belo Horizonte MG – Homenagem, no Clube Acadêmico

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Leitura de um Poema de Vicente de Carvalho

2. Análise do Poema de Vicente de Carvalho

“‘Deixa-me, fonte! ’ Dizia

A flor, tonta de terror.

E a fonte, sonora e fria

Cantava, levando a flor.

Deixa-me, deixa-me, fonte!

Dizia a flor a chorar:

Eu fui nascida no monte…

Não me leves para o mar.

E a fonte, rápida e fria,

Com um sussurro zombador,

Por sobre a areia corria,

Corria levando a flor.

Ai, balanços do meu galho,

Balanços do berço meu;

Ai, claras gotas de orvalho

Caídas do azul do céu!…

Chorava a flor, e gemia,

Branca, branca de terror.

E a fonte, sonora e fria,

Rolava, levando a flor.

Adeus, sombra das ramadas,

Cantigas do rouxinol;

Ai, festa das madrugadas,

Doçuras do pôr-do-sol;

Carícias das brisas leves

Que abrem rasgões de luar…

Fonte, fonte, não me leves,

Não me leves para o mar!”

As correntezas da vida

E os restos do meu amor

Resvalam numa descida

Como a da fonte e da flor”

(Vicente de Carvalho)

“O Parnasianismo foi uma escola literária que surgiu em meados do século XIX na França, se desenvolveu na Europa chegando ao Brasil na segunda metade do século XIX e teve força até o movimento modernista. Essa corrente literária foi uma forte oposição ao Romantismo, pois repudiava a subjetividade, a liberdade da rima, enfim, era contra as características do Romantismo representando, portanto, a valorização da ciência e do positivismo.

Os principais representantes do parnasianismo brasileiro foram: Raimundo Correia, Álvares de Azevedo e Vicente de Carvalho”.

Uma característica do Parnasianismo é a quebra da dependência do verso. Como podemos perceber a partir da 1ª estrofe como mostra o exemplo a seguir:

“Deixa-me, fonte! Dizia

A flor, tonta de terror.

E a fonte, sonora e fria,

Cantava, levando a flor.”

Esse recurso é utilizado para encontrar a rima, fundamental para os poetas parnasianos.

No poema encontramos rimas ricas. Como por exemplo: Gemia – Fria, Chorar – mar, Fria – Corria.

Rimas ricas caracterizam-se por ocorrerem em diferentes classes gramaticais. Por exemplo: Substantivo – Adjetivo, Verbo – Adjetivo.

Percebemos que no poema não existe uma singularidade do autor, ou seja, ou não existe uma subjetividade embora transmita tristeza, porém, o autor, momento algum, demonstra sentimentos, apenas acontecimentos. Eis então, outra característica do parnasianismo: Poesia descritiva e ausência de emoção. No mais, podemos notar clareza e sentido claro na poesia.

Machado de Assis

Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839. Era filho de Francisco José de Assis, um mulato filho de um escravo alforriado, e de Maria Leopoldina Machado de Assis, uma branca portuguesa. Ele viveu os primeiros anos de sua vida no Morro do Livramento, perto da zona portuária do Rio de Janeiro. Embora seus pais fossem pobres, eram alfabetizados (uma raridade naquele tempo) e foram os responsáveis pelo aprendizado das primeiras letras de Machadinho, como era chamado. Teve uma irmã, Maria, que logo morreu de sarampo em 1845. A mãe morreu tuberculosa antes mesmo de o menino completar 10 anos. Mais tarde, com 15 anos, seu pai casou-se de novo com Maria Inês da Silva, uma mulata doceira. Ele mesmo teria vendido doces para ajudar sua madrasta. Em 1851, seu pai faleceu. Machadinho também tinha saúde muito frágil, era epilético e gago, ainda por cima.

O Rio de Janeiro passou por epidemias sérias de febre amarela e cólera entre 1851 e 1853. Não havia sistema de saneamento na cidade, a maior parte das ruas eram estreitas, a sujeira era grande e as doenças eram constantes e a expectativa média de vida era de 34 anos, obviamente, para quem sobrevivesse à infância, pois o índice de mortalidade infantil era altíssimo. Os sistemas de comunicação e transporte eram incipientes, embora a vinda da Família Real, em 1808, já tivesse melhorado muito a cidade que virou corte. As famílias ricas moravam em chácaras, que eram povoadas por empregados, agregados e escravos. E nessa época, por volta de 1849 (de acordo com o censo realizado por Haddock Lobo), na corte havia “a maior concentração urbana de escravos existentes no mundo desde o final do Império Romano: 110 mil escravos para 266 mil habitantes”, como conta o historiador Luiz Felipe de Alencastro. Esse era o mundo que Machadinho via em sua infância e adolescência.

Sabemos muito pouco sobre sua infância e o início de sua juventude. Há muitas lendas e especulações que só aumentam o mistério em torno dele. Como ele teria estudado, lido tantos livros e aprendido línguas no meio de tantas dificuldades? Dizem que foi a madrasta quem o matriculou num colégio onde viu poucas aulas. Outros dizem que ele não se dava bem com a madrasta e que teria aprendido tudo sozinho mesmo. Contam que a dona da chácara em que seus pais eram agregados teria apresentado sua biblioteca ao menino. Há também a história da dona de uma padaria que teria lhe ensinado a língua francesa. O que ocorreu de fato, ninguém sabe.

O certo mesmo é que Machado foi um autodidata que trilhou seu próprio caminho, com a ajuda de bons amigos e das boas relações que foi tendo pela vida. Aos 16 anos, publicou seu primeiro trabalho literário, o poema “Ela”, na revista Marmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito.

Aos poucos, trabalhando como revisor e tradutor em redações de jornais, ele foi publicando seus textos e formando seu círculo de amigos, como Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de Almeida, José de Alencar, Gonçalves Dias, entre outros. É certo que todas essas pessoas apoiavam e sentiam verdadeira admiração por esse rapaz de origem modesta, que assombrosamente havia adquirido tanta cultura. Dessa forma, a sua juventude não foi “excluída”, pois mesmo sem ter uma vida de luxos, já vivia confortavelmente e freqüentava teatros, bailes, grupos literários, cafés e bons restaurantes com seus amigos. Era boêmio e namorador, como qualquer rapaz de sua idade. Aos 29 anos já era considerado uma “autoridade literária”, pois tinha alcançado reputação como poeta e cronista.

E, de repente, veio Carolina… A moça considerada solteirona (pois já estava com mais de 30 anos) foi apresentada por seu irmão, o poeta Faustino Xavier de Novaes, ao amigo Machado. A cultura e inteligência desta mulher incomum para a época impressionaram Machado desde o início. Dali em diante, ele abandonou os amores boêmios e fez dela a musa e companheira de uma vida inteira. Casaram-se em 1869, apesar da resistência da família de Carolina por Machado ser um mulato. Nessa época, ele também começou a trabalhar como servidor público na Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, onde ficou até o final da vida. Isso garantiu estabilidade econômica e deixou-o confortável para escrever, embora não tivesse ficado rico. Produziu romances e contos memoráveis. Reuniu em torno de si os maiores intelectuais de seu tempo; tanto que, em 1897, fundou a Academia Brasileira de Letras. Chegou à idade madura como um homem de letras bem sucedido, com uma vida relativamente confortável e pacata, além de feliz em seu casamento (porém sem filhos), que duraria 35 anos, até a morte de Carolina em 1904. Consagrado em vida, Machado levou uma multidão ao seu enterro e o Rio de Janeiro o reverenciou em luto oficial.

Daquela madrugada de 1908 já se vão 100 anos. Fechamos o livro de sua vida e abrimos o do seu legado. Brás Cubas, Quincas Borba, Capitu, Bentinho, “Ao vencedor, as batatas!”, “olhos de ressaca”, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. Não há quem não tenha, ao menos, ouvido falar sobre essas personagens e essas expressões. Meu caro, você já leu a obra de Machado? Só na escola? Ah, sim… junto com outros “clássicos” da literatura… Acha um pouco difícil? Talvez para os dias de hoje, seu texto pode parecer distante de como as pessoas escrevem e falam. Mas só parece… Ele escrevia para ser popular e não para ser difícil.

Desde o seu primeiro livro de poesias Crisálidas, de 1861, até o romance Memorial de Aires, de 1908 (fora as publicações em jornal), Machado foi cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Ele era chamado de mestre, mesmo por seus contemporâneos (entre eles, escritores e pensadores também importantes), pois seu texto era considerado elegante e estruturado de forma a obter belos efeitos; além disso conseguia imprimir um jeito coloquial e brasileiro de escrever. Seus quatro primeiros romances foram, mais ou menos, feitos aos moldes do estilo da época (o Romantismo). Em 1881, veio o grande divisor de águas da sua carreira e uma revolução na literatura brasileira: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Ninguém antes, no Brasil, havia escrito desse jeito. O narrador era um defunto que contava a sua própria história, mas não de forma linear pois havia “idas e vindas” no texto. Havia um humor irônico (que virou marca machadiana) que revelava uma dimensão própria da solidão humana, através da história de Brás Cubas, e uma visão pessimista da História e da Natureza. Depois dele, veio Dom Casmurro e a mais famosa história de adultério da literatura brasileira. Sua obra tinha então uma enorme carga de ironia e mergulhava fundo na psicologia e moral das personagens; sempre revelando a hipocrisia social e as oscilações éticas do ser humano.

Mas existe algo especial e mágico em Machado, o que só um gênio pode fazer. Ou só um “bruxo” (como mais tarde, o poeta Drummond o apelidou). Cada vez que lemos a sua obra, encontramos elementos e surpresas diferentes, que ele “escondia de propósito”. Por isso, o estudo de sua obra tem movimentado o Brasil e o mundo todo. Ao longo desses anos, Machado foi alvo de muitas interpretações e de críticas também (o elogio, como se vê, nunca foi uma unanimidade). Nos anos de 1920 e 30, a geração modernista o chamava de “colonizado”, por seu texto soar muito universal (leia-se “europeizado”) e não focar o Brasil brasileiro. No centenário de seu nascimento (em 1939, no auge do getulismo) virou o “milagre mestiço”, o símbolo do Brasil, o “self-made man”. Nos anos de 1940 e 50, o que ganhou destaque foram os seus esquemas ficcionais (destacados por Antonio Cândido). A partir dos anos de 1960, com a ajuda de pesquisadores estrangeiros como Jean-Michel Massa, Helen Caldwell, entre outros, percebeu-se um Machado crítico social, sobretudo da classe dominante brasileira, que ele viu de muito perto.

Machado, como Capitu, tinha um olhar oblíquo sobre tudo e não precisava ser explícito para ser crítico. Enquanto muitos escritores (principalmente os da escola romântica) se esforçavam em criar uma literatura brasileira patriótica que exaltava as belezas da terra e de sua gente; ele falava de uma sociedade que, no seu comportamento global, desenhava o local com todas as tintas (as belas e as nem tanto). Muitos críticos sustentaram que ele, como um “mulato que deu certo”, preferia ficar alienado às questões políticas e ao problema dos escravos e dos pobres. Ao contrário de sua imagem pacata, ele sempre foi combativo (era abolicionista) e seus textos – se lidos com atenção – revelam as conturbadas relações de classe e o que mais de obscuro havia nelas e nos seres humanos.

Machado também “pregou uma peça” em nós no livro Dom Casmurro. Por muitos anos (e muitos mesmo), todos acreditavam que Capitu realmente traiu Bentinho. Mas no final dos anos de 1950, a crítica norte-americana Helen Caldwell, publicou um estudo que virou tudo de cabeça para baixo. Quem narrava a história era Bentinho, então, como saber se a versão dele era de fato o que aconteceu? Os perfis psicológicos de Capitu e Bentinho foram tão bem feitos que, realmente, a história não era óbvia. Considera-se que Machado teve uma fase romântica e outra fase realista (Memórias Póstumas é considerado um dos fundadores do Realismo), mas na verdade ele extrapola qualquer rótulo.

Obras de Machado de Assis

Romances
Ressurreição – 1872
A mão e a luva – 1874
Helena – 1876
Iaiá Garcia – 1878
Memórias Póstumas de Brás Cubas – 1881
Quincas Borba – 1891
Dom Casmurro – 1899
Esaú e Jacó – 1904
Memorial de Aires – 1908 

Poesia 
Crisálidas
Falenas
Americanas
Ocidentais
Poesias completas

Contos
A Carteira
Miss Dollar
O Alienista
Noite de Almirante
O Homem Célebre
Conto da Escola
Uns Braços
A Cartomante
O EnfermeiroTrio em Lá Menor
Missa do Galo 

Teatro
Hoje avental, amanhã luva – 1860
Desencantos – 1861
O caminho da porta, 1863
Quase ministro – 1864
Os deuses de casaca – 1866
Tu, só tu, puro amor – 1880
Lição de botânica – 1906

Principais obras

Memórias Póstumas de Bras Cubas
Quincas Borba
Dom Casmurro
Esaú e Jacó
Ressurreição
A mão e a luva
Iaiá Garcia

Criação da Academia Brasileira de Letras

No fim do século XIX, Afonso Celso Júnior, ainda no Império, e Medeiros e Albuquerque, já na República, manifestaram votos por uma academia nacional, como a Academia Francesa. O êxito social e literário da Revista Brasileira, de José Veríssimo, daria coesão a um grupo de escritores e, assim, possibilidade à idéia.

Lúcio de Mendonça teve, então, a iniciativa de uma Academia de Letras, sob a égide do Estado, que se escusaria, à última hora, a tal aventura de letrados. Foi fundada então, independentemente, a Academia Brasileira de Letras.

As primeiras notícias saíram a 10 de novembro de 1896, na Gazeta de Notícias, e, no dia imediato, no Jornal do Commercio. As sessões preparatórias iam começar: na primeira, a 15 de dezembro, às três da tarde, na sala de redação da Revista Brasileira, na travessa o Ouvidor, nº 31, foi logo aclamado presidente Machado de Assis.

A 28 de janeiro do ano seguinte, seria a sétima e última sessão preparatória. Compareceram a ela, instalando a Academia: Araripe Júnior, Artur Azevedo, Graça Aranha, Guimarães Passos, Inglês de Sousa, Joaquim Nabuco, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça, Machado de Assis, Medeiros e Albuquerque, Olavo Bilac, Pedro Rabelo, Rodrigo Otávio, Silva Ramos, Teixeira de Melo, Visconde de Taunay. Também Coelho Neto, Filinto de Almeida, José do Patrocínio, Luís Murat e Valentim Magalhães, que haviam comparecido às sessões anteriores. Ainda Afonso Celso Júnior, Alberto de Oliveira, Alcindo Guanabara, Carlos de Laet, Garcia Redondo, conselheiro Pereira da Silva, Rui Barbosa, Sílvio Romero e Urbano Duarte, que aceitaram o convite e a honra.

Eram trinta membros. Havia mister completarem-se os quarenta, como na Academia Francesa. Foi o que fizeram os dezesseis presentes à sessão, elegendo os dez seguintes: Aluísio Azevedo, Barão de Loreto, Clóvis Beviláqua, Domício da Gama, Eduardo Prado, Luís Guimarães Júnior, Magalhães de Azeredo, Oliveira Lima, Raimundo Correia e Salvador de Mendonça. Os Estatutos são assinados por Machado de Assis, presidente; Joaquim Nabuco, secretário-geral; Rodrigo Otávio, 1º secretário; Silva Ramos, 2º secretário; e Inglês de Sousa, tesoureiro.

A 20 de julho de 1897, numa sala do Pedagogium, na Rua do Passeio, realizou-se a sessão inaugural, na qual estiveram presentes dezesseis acadêmicos. Fez uma alocução preliminar o presidente Machado de Assis. Rodrigo Otávio, 1º secretário, leu a memória histórica dos atos preparatórios, e o secretário-geral, Joaquim Nabuco, pronunciou o discurso inaugural.

Curiosidades sobre Machado de Assis

Machado de Assis era um grande fã do jogo de xadrez. Influenciado por outros bons jogadores, como o pianista Artur Napoleão, ele tornou-se um expert. Participava de clubes de enxadristas e de torneios e chegou até a publicar alguns problemas e estratégias de sua autoria. Seu tabuleiro está exposto na ABL e trata-se de um raro exemplar (tudo indica que só existem 6 no mundo) de peças esculpidas em madeira.

Há diversas referências ao jogo em sua obra. Aliás, Machado era um enxadrista genial com as tramas que criava. Os mistérios de sua vida e de sua obra só confirmam isso e sempre somos convidados a desvendar seus segredos.

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