Revista Literária CNSA

Um olhar sobre da segunda metade da literatura do século XIX do alunos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

Arquivo para a categoria “Biografias”

Biografia e Características Literárias de Raimundo Correia

ALUNA: Rafaela Costa Silva

SÉRIE: 2° ano “A”

 

BIOGRAFIA

Raimundo da Mota de Azevedo Correia, nasceu no estado do Maranhão em 13 de maio de 1859 e morreu em 13 de setembro de 1911, em Paris. Filho do desembargador José Mota Azevedo Correia e Clara Vieira da Silva. Quando veio para a cidade do Rio de Janeiro, estudou no colégio Nacional.

No ano de 1877, passou a fazer faculdade de Direito em São Paulo, mesmo momento em que conheceu e se tornou colega de Raul Pompéia e Afonso Celso. Em 1879, com a poesia “Primeiros Sonhos”, estreou na literatura como escritor romântico, sendo que recebeu várias influências de autores importantes como Castro Alves, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, entre outros.

Mas foi um escritor pertencente ao Parnasianismo, o que se pode ver somente a partir do livro “Sinfonias” que foi prefaciado por Machado de Assis, publicado em 1883. Passou a integrar, ao lado de Alberto de Oliveira e Olavo Bilac, formando assim a chamada trindade “Tríade Parnasiana”

Quando terminou seus estudos de Direito, voltou para o Rio de Janeiro, onde foi nomeado promotor de justiça, um ano depois tornou juiz municipal e de órfãos e ausentes e Vassoura. Passou a publicar poesias e prosas no jornal “O Vassourense”, quando em 1889, foi nomeado secretario da presidência da província do Rio de Janeiro.

Depois de algum tempo, com o fim do cargo de secretário, Raimundo Correia voltou a ser juiz e foi morar em Niterói em 1899. Voltou para o Rio de Janeiro em 1900, com o cargo de juiz da vara civil, que perdurou até 1911. Porém por motivos de saúde teve que partir para Paris em busca de um tratamento para a doença, no entanto, faleceu.

Seus temas giram em torno da perfeição formal dos objetos. Suas poesias foram marcadas por um forte pessimismo chagando até mesmo a se tornar sombria, o que também lhes dava certo ar filosófico e que o diferenciava dos demais parnasianos. Ao analisar a sua poesia podemos ver que nela há certa evolução. Alguns de seus poemas se aproximaram do Simbolismo. Vale ressaltar que ele foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

 

 

CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS

Suas características marcantes foram estas:

  • A perfeição formal (tinha presença em todos os seus poemas)

Que pode ser observada no seguinte poema:

“Banzo”

Que pode ser observada no seguinte poema:

Visões que na alma o céu do exílio incuba,

Mortais visões! Fuzila o azul infando…

Coleia, basilisco de ouro, ondeando

O Níger… Bramem leões de fulva juba…

Uivam chacais… Ressoa a fera tuba

Dos cafres, pelas grotas retumbando,

E a estrelada das árvores, que um bando

De paquidermes colossais derruba…

Como o guaraz nas rubras penhas dorme,

Dorme em nimbos, de sangue o sol oculto…

Fuma o saibro africano incandescente…

Vai com a sobra crescendo o vulto enorme

Do baobá… e cresce na alma o vulto

De uma tristeza, imensa, imensamente…

  • A exaltação à natureza

Que pode ser observado no seguinte poema:

 

“As Pombas”

Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas.
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sangüínea e fresca a madrugada.

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltem todas em bando e em revoada.

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos ,um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem…mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…

  • Cultura clássica

Que pode ser observado no seguinte poema:

“Plena Nudez”

Eu amo os gregos tipos de escultura;

Pagãs nuas no mármore entalhadas;

Não essas produções que a estufa escura

Das modas cria, tortas e enfezadas.

Quero um pleno esplendor, viço e frescura

Os corpos nus; as linhas onduladas

Livre: de carne exuberante e pura

Todas as saliências destacadas…

Não quero, a Vênus opulenta e bela

De luxuriantes formas, entrevê-la

De transparente túnica através:

Quero vê-la sem pejo, sem receios,

Os braços nus, o dorso nu, os seios

Nus… Toda nua, da cabeça aos pés!

  • Desilusão

Que pode ser observada no seguinte poema:

“Mal Secreto”

Se a cólera que espuma, a dor que mora

N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,

Tudo o que punge, tudo o que devora

O coração no rosto se estampasse;

 

Se pudesse o espírito que chora,

Ver através da máscara da face,

Quanta gente, talvez, que inveja agora

Nos causa, tão piedade nos causasse!

 

Quanta gente que ri, talvez, consigo

Guarda um atroz, recôndito inimigo,

Com invisível chaga cancerosa!

 

Quanta gente que ri, talvez existe,

Cuja ventura única consiste

Em parecer aos outros venturosa!

 

  • Pessimismo

“Anoitecer”

Esbraseia o Ocidente na agonia
O sol… Aves em bandos destacados,
Por céus de oiro e de púrpura raiados
Fogem… Fecha-se a pálpebra do dia…

Delineiam-se, além, da serrania
Os vértices de chama aureolados,
E em tudo, em torno, esbatem derramados
Uns tons suaves de melancolia…

Um mundo de vapores no ar flutua…
Como uma informe nódoa, avulta e cresce
A sombra à proporção que a luz recua…

A natureza apática esmaece…
Pouco a pouco, entre as árvores, a lua
Surge trêmula, trêmula… Anoitece.

Biografia de Olavo Bilac

Aluno (a): Camila Couto de Matos

Série: 2° ano

Turma: “A”

 

Ourives do Parnasianismo

 

Camila Couto de Matos, aluna do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Projeto Ensaio Literário, Realizado pelo professor: André Mourão.

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de dezembro de 1865. Filho do Dr. Braz Bilac e de D. Delfina Bilac.

Leitor apaixonado de Júlio Verne, romancista, responsável pelas primeiras sementes de sua imaginação durante criança. Mais tarde, criou gosto por Shakespeare, Victor Hugo, Camões, Bocage (suas grandes paixões), além de brasileiros, como Gonçalves Dias, Alberto de Oliveira e Machado de Assis.

Aos 18 anos publicou seus primeiros versos na Gazeta Acadêmica, quando ainda cursava medicina. Ainda tentou cursar direito, depois dedicou-se ao jornalismo e a literatura. Teve atuante participação em campanhas cívicas, como a de serviço militar obrigatório e a alfabetização. Assim, escreveu a letra do Hino à Bandeira.

Fundou vários jornais passageiros, como A Cigarra, O Meio e A Rua (em uma seção na Gazeta de Notícias, substituindo Machado de Assis). Também foi oficial da Secretaria do Interior do Estado do Rio de Janeiro, Inspetor Escolar do Distrito Federal, Delegado em Conferências Diplomáticas, secretário do prefeito do Distrito Federal, fundou a Liga de Defesa Nacional e ao lado de Machado de Assis fundou o Grêmio de Letras e Artes, mais tarde conhecido, por Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira de número 15.

Somente em 1888 publica seu primeiro livro Poesias, que se divide em três conjuntos de poemas: Panóplias, Sarças de Fogo e Via Láctea, com uma 2° edição mais três conjuntos são publicados, Alma Inquieta, As Viagens e O Caçador de Esmeraldas. Postumamente em 1919, é publicado o livro de sonetos Tarde, que também é incorporado em Poesias. ”Além disso, publicou livros reunindo artigos, crônicas e conferências; livros dedicados à educação primária, com poesias, contos e teatros”.

Algumas características relevantes de seus poemas são: a quebra da postura impassível, devido seu ufanismo, onde mostra envolvimento emocional patriótico com o Brasil, em seu poema épico O Caçador de Esmeraldas (Fernão Dias, famoso bandeirante procurador de esmeraldas) ou ainda, em seu Hino à Bandeira; Em sua obra Tarde apresenta uma característica diferente das demais, onde há “tendência filosofante e existencial”, escreve durante a velhice, a espera da morte.

Olavo Bilac ficou conhecido como o maior poeta parnasiano, devido a sua popularidade de vida social tulmutuada, mas principalmente por adquirir alta capacidade linguística e “criar versos inesquecíveis”.Ele fundiu o Parnasianismo com a tradição lusitana, dando preferência ás formas fixas do lirismo, especialmente ao soneto,além de abraçar com devoção o culto a forma.

Nas primeiras décadas do século XX, seus sonetos eram decorados e declamados em todo lugar, da Rua do Ouvidor a saraus e salões literários comuns na época. É possível afirmar que o reconhecimento de Bilac deve-se também a circulação de seus sonetos com temas ricos no lirismo amoroso, a familiaridade do autor devido aos diversos jornais dos quais participou, e claro a correspondência aos ideais da sociedade para qual escrevia, “representada pelo brasileiro médio: que lê poucos livros, que muito importa-se  com a vida social nos cafés e teatros da época”, algo apreciado pelo poeta.

 

 

 

 

Características Literárias

 

Aqui vão as características do Parnasianismo, adotadas como princípios que orientam na seleção de temas e modelos literários a serem seguidos:

  • “Opção por uma poesia descritiva; uso de imagens que apresentem de maneira imparcial fenômenos naturais e fatos históricos;
  • Preocupação com a técnica: o metro, o ritmo, a rima, todos os elementos harmonizados em busca da perfeição;
  • Tentativa de manter uma postura impassível diante do objeto do poema, para não cometer o excesso sentimentalista dos românticos;
  • Resgate de temas da Antiguidade clássica (referências à mitologia e a personagens históricas);
  • Defesa da “arte pela arte”: a poesia deveria ser composta como um fim em si mesma;
  • Busca da palavra exata que, muitas vezes, beirava o preciosismo”.

 

Não se deve, porém, confundir Parnasianismo com impassibilidade. A objetividade parnasiana era, por vezes, tocada por um sentimento maior, que acabava por aproximar os poetas parnasianos dos românticos tardios. Veja o que disse, sobre isso, Olavo Bilac: […] Nenhum dos poetas da nova geração quer fazer do verso um instrumento sem vida; nenhum deles quer transformar a Musa num belo cadáver. O que eles não querem é que a Vênus grega seja coxa e desajeitada e faça caretas em vez de sorrir. […]”

O forte temático de Olavo Bilac reside no lirismo amoroso, realizado de duas formas principais:

  • O amor espiritualizado, perceptível, sobretudo em Via Láctea, cheio de alegrias e alvoroço de um amor muito puro e bonito;
  • O amor sensual, marcado por erotismo que canta os delírios do prazer amoroso e exalta a beleza do nu feminino, como no famoso poema O Julgamento de Frinéria, a qual, bela e sensual, a se ver quase condenada pelo tribunal que a julga, despe-se do véu que mal oculta sua nudez.”

 

Uma ressalva: seu lirismo amoroso é muitas vezes subjetivo e envolvente, pulsante de sentimento e emoção, o que o faz trair os princípios parnasianos da objetividade e impassibilidade.

Além desses, pode-se, citar alguns assuntos ligados à antiguidade grego-latina, influência do Classicismo; o poema épico do bandeirante e o Hino à Bandeira, que demonstram seu ufanismo; e em seu último livro, Tarde, que mostra uma “tendência filosofante e existencial”, quando lhe resta saudade, paciência, remorso e a morte.

 

Poeta das Estrelas

 

“Colocando-se entre um Parnasianismo mais rigoroso e um Romantismo erotizado, Bilac tornou-se um mestre. Como poeta, soube aproveitar o que essa estética tinha de inovador no trabalho com a forma, sem abrir mão da sensibilidade para identificar as imagens e os temas que respondiam aos anseios de um público até então habituado aos exageros sentimentalistas românticos. Por esse motivo, muitos de seus versos são lembrados até hoje.”

Biografia de João Cruz de Sousa

João Cruz e Sousa

2o ano A

 

Biografia de João Cruz de Sousa

João da Cruz e Sousa nasceu em 24 de novembro de 1861, em Florianópolis. Recebeu uma educação exemplar no Liceu Provincial de Santa Catarina.

Filho de escravos alforriados nasceu livre. Criado como filho adotivo do Marechal de Campo Guilherme Xavier de Sousa e Clarinda Fagundes de Sousa, de quem herdou o sobrenome devido ao apego com eles. Aos sete anos fez seus primeiros versos. Em 1871 estudou no Colégio Liceu Provincial de Santa Catarina.

João Cruz e Sousa chegou aulas particulares e começa a publicar seus versos em jornais da província.Foi diretor do jornal abolicionista Tribuna Popular em 1881. Logo após foi nomeado promotor público de Laguna (SC) Em 1884, mas o recusaram por ser negro. Publicou “Tropos e Fantasias”, em colaboração com Virgílio Várzea.

Nessa época Cruz e Sousa já se destacavam como fervoroso conferencista pró-abolição.

Por sofrer muito preconceito na época fixou-se no Rio de Janeiro em 1888, e ficou trabalhando como arquivista na Central do Brasil.

Em 1893, publica suas obras Missal (poemas em prosa) e Broqueis (poesias), consideradas o marco inicial do Simbolismo no Brasil e que perduraria até 1922 com a Semana de Arte Moderna.

 Casou-se com Gavita Gonçalves, com quem teve quatro filhos, os quais morreram precocemente por tuberculose, o que a deixou enlouquecida 1896. Foi o escritor quem cuidou da esposa, em casa mesmo. Essa é a temática de muitos poemas de Cruz e Sousa.

Postumamente, foram lançados seus livros “Evocações” (1898), “Faróis” (1900) e “Últimos Sonetos” (1905), em edições organizadas por Nestor Vítor.

João Cruz e Sousa faleceu aos 36 anos, em 19 de março de 1898, vítima do agravamento no quadro de tuberculose.

João Cruz e Sousa foi poeta brasileiro. Fez parte do Simbolismo, Movimento Literário que teve sua origem na França em 1870. A crítica francesa o considerou um dos mais importantes simbolistas da poesia ocidental.

                                    Características Literárias

Seus poemas são marcados pela musicalidade, pelo individualismo, pelo sensualismo, às vezes pelo desespero, às vezes pelo apaziguamento, além de uma obsessão pela cor branca. É certo que encontram-se inúmeras referências à cor branca, assim como à transparência, à translucidez, à nebulosidade e aos brilhos, e a muitas outras cores, todas sempre presentes em seus versos.

No aspecto de influências do simbolismo,que Cruz de Sousa coloca alguma detalhes parecidos com o de espiritualismo e satanismo,de acordo que o aspecto de vida que ele vive.

Biografia de Vicente de Carvalho

ORLANDO ALVES NETO

2o ano A

 

Poeta brasileiro nascido em Santos, litoral do Estado de São Paulo, de grande inspiração lírica, sobretudo com temas referentes ao mar. Filho do Major Higino José Botelho de Carvalho e de D. Augusta Carolina Bueno de Carvalho, descendente de Amador Bueno, iniciou seus estudos em casa (1873) com professor particular. Ingressou no Seminário Episcopal, São Paulo (1879), iniciou estudos nos colégios Mamedes e Norton, São Paulo (1881) e cursou Direito (1882-1886) e tornou-se bacharel em direito (1886) na Faculdade de Direito de São Paulo.

     Na época, colaborou nos jornais O Patriota, A Idéia Nova, Piratini, O Correio da Manhã e A Tribuna. Foi membro do Diretório Republicano de Santos e participou na Boemia Abolicionista, encaminhando escravos fugitivos para o Quilombo Jabaquara. Candidatou-se a deputado provincial no Congresso Republicano (1887), em São Paulo, ano da morte do seu pai, em Santos. Casou-se (1888) com Ermelinda Ferreira de Mesquita, em Santos, com quem teve quinze filhos. Estreou na literatura com o livro Ardentias (1885), sendo esta obra de estréia reescrita e publicada em uma nova versão com o nome de Relicário (1888) e no ano seguinte foi redator do Diário de Santos, e fundou o Diário da Manhã em Santos (1889).

      Militando na política, tornou-se Deputado no Congresso Constituinte do Estado (1891) e participou na Comissão Redatora da Constituinte. Defendendo o abolicionismo e a república, aderiu ao positivismo, atividade que o afastou temporariamente da literatura, voltando a publicar no século seguinte com Rosa, rosa de amor (1902), grande êxito de público e crítica. Com Poemas e Canções (1908) veio a consagração definitiva. Este livro o levou à Academia Brasileira de Letras (1909) e foi freqüentemente reeditado. Depois viriam Verso e Prosa (1909), Páginas Soltas (1911) e Verso da Mocidade (1912).

     No período posterior (1914-1920) foi Ministro do Tribunal de Justiça do Estado, em Santos. Sua última publicação foi Luizinha (1924), comédia em dois atos. Seu estilo flutuou entre o parnasiano, o realista, o simbolista e até o quinhentista. Em seus últimos anos, reduziu sua atividade literária embora ainda fizesse versos, dedicando-se aos negócios comerciais e a uma pequena indústria em Santos, e morreu em São Paulo, capital.

CARACTERÍSTICAS LITERARIAS


1 – A partir de Relicário sua arte se firma num Parnasianismo independente, sem o interesse arqueológico e histórico.

2 – Sentimento vivo da natureza e senso amoroso que se exprime conforme o exemplo português tradicional (Rosa – Rosa de Amor, Poemas e Canções, um dos livros mais famosos e queridos da nossa literatura)

3 – Influência Romântica:
– fluência trabalhada por um senso requintado da forma
– facilidade – comunicabilidade
– maestria familiar com o poema longo (melhor organizado)
– originalidade – arabesco sonhador dos versos curtos ou das combinações de verso longo e curto.

4 – Poeta do Mar – pujança e graça como sugestão de ritmos.

5 – Lirismo amoroso (o mar se faz presente) – Palavras ao Mar:- carga lírica veemente
Mar, belo mar selvagem
Das nossas praias solitárias
Tigre a que as brisas da terra o sono embalam
A que o vento do largo eriça o pelo

6 – Lirismo elegíaco – Pequenino Morto, que ao lado de Cântico do Calvário, de Fagundes Varela,  representam a melhor expressão elegíaca da nossa poesia.

Biografia de Olavo Bilac

Angélica Bentes de Aguiar

2o ano A

→Análise de um poema

 

Poema Via láctea

 

Via Láctea – Soneto XIII

 

 

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-las, muita vez desperto

E abro as janelas, pálido de espanto…

 

E conversamos toda a noite, enquanto

A via-láctea, como um pálio aberto,

Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,

Inda as procuro pelo céu deserto.

 

Direis agora: “Tresloucado amigo!

Que conversas com elas? Que sentido

Tem o que dizem, quando estão contigo?”

 

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!

Pois só quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas”.

 

Olavo Bilac

 

Olavo Bilac valoriza a linguagem a ser utilizada no poema. Ele busca palavras preciosas e rimas cuidadosas, a fim de realçar cada verso em sua composição poética.

 

O Poema contêm 14 versos e quatro estrofes. Não apresenta refrão.
Apresenta uma métrica fixa com 10 sílabas poéticas, sendo então versos decassílabos.

Exemplo:
Per/des/te o/ sen/so!” E eu /vos/ di/rei/, no en/tan/to,
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Rimas do poema: Certo/desperto
entanto/ espanto
enquanto/ pranto
aberto/ deserto
amigo/contigo
sentido/ ouvido
entendê-las/ estrelas
02

São rimas ricas, pois são rimas entre palavras de diferentes classes gramaticais.

Esquemas de rimas: A-B-A-B /B-A-BA /C-D-C / E-D-E

Padrão de forma: Soneto – dois quartetos e dois tercetos.

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